EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO
segunda-feira, 1 de abril de 2013
ENTREVISTA SOBRE EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Zuil Pujol é médico aposentado, cronista e escritor, nascido em 20 de abril de 1938 e membro fundador da Academia Santanense de Letras. Na sua formação como literato e seu direcionamento para a crônica, sofreu a influência de Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Henrique Pongetti e tantos outros cronistas do cotidiano
A Educação e a Comunicação no Passado
Sou de um tempo no qual não havia computadores, telefones celulares, telefones fixos e nem televisão. A comunicação entre as pessoas acontecia com as cartas e telegramas. As noticias do mundo exterior nos chegavam pelo radio, com ondas largas e ondas curtas, essas muito precárias.
Na educação, na escola, assistíamos aulas magistrais, com uma disciplina férrea e muito respeito pelo professor. A educação mesmo, a formação do caráter vinha de casa, do núcleo familiar, que era forte, coeso. Os livros tinham grande importância na formação de nossos conhecimentos gerais que tinham um valor imenso.
Para a escola levávamos e educação de casa e lá íamos adquirir conhecimentos e ter uma visão de mundo, conforme os parâmetros da época. Hoje os parâmetros, os exemplos são outros, além dos recursos audiovisuais que são muito amplos. Hoje as noticias são instantâneas. Os jornais, a televisão e a Internet nos dão as noticias hoje e que amanha poderam estar ultrapassadas (mas seremos novamente informados disso) não como no passado, quando saberíamos dos fatos semanas ou meses depois.
Na escola, melhorou a relação professor – aluno, na maioria das vezes em detrimento da disciplina, além de aumentar a atribuição dos professores. Com a desestruturação da família, com o pai e a mãe trabalhando, as crianças não conhecem limites (é proibido proibir) e vão a escola deseducadas ou mal educadas. Ai aumenta a responsabilidade do professor, ele tem que educar e fornecer conhecimentos. E, na maioria das vezes, ele não está preparado para isso. Para melhorar esse quadro assustador temos que reciclar o professor, remunerá-los melhor lhe restabelecendo a dignidade, além de estimular a criação de mais escolas de tempo integral e escolas técnicas para que o aluno saia do colégio com uma profissão para melhor enfrentar o mercado de trabalho, este cada vez mais competitivo.
Com essas medidas que dependem de vontade política dos governantes, estaremos construindo um Brasil melhor para nossos filhos e mais seguros para todos os cidadãos.
ENTREVISTA SOBRE EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Maria Narva Severo Maciel, nascida em 09 de agosto de 1944,
em Sant’Ana do Livramento, professora aposentada do Quadro de Carreira do
Magistério do Estado do R. S..
EDUCAÇÃO E
COMUNICAÇÃO
A
Educação cada vez mais acompanha o crescimento vertiginoso dos tempos modernos,
através dos meios de comunicação, tais como televisão, rádio, Internet, ensino
à distância, jornais, revistas...
A época
em que freqüentei o primário, o ginásio e o curso normal, o ensino era
tradicional, onde o aluno era o mero espectador e receptor, participando,
somente, com a autorização do professor.
No
ensino primário, o professor era o único responsável pela aula, era
unidocente; ele ensinava religião,
música, educação física, trabalhos manuais, era o professor polivalente.
No ginásio havia um professor para disciplina, onde as provas eram escritas e orais, a maioria das vezes provas dissertativas, e mesmo estando aprovada tínhamos a exigência de prestar exames em todas as disciplinas.
No
curso normal, mesmo o ensino sendo tradicional, éramos avaliadas de maneira
diferentes pois a comunicação entre professor – aluno era participativa,
atuante, porque o nosso desempenho nas aulas, trabalhos e estagio era
fundamental para a aprovação, portanto receber o Diploma de Professor.
ENTREVISTA SOBRE EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Maria de Lourdes Severo de Vasconcellos, nascida em 09 de
Junho de 1943, em Sant’Ana do Livramento, cirurgiã-dentista aposentada.
EDUCAÇÃO E
COMUNICAÇÃO
Na década de 1950 a 1962 quando completei meus estudos
primário, secundário e magistério, a educação era mais rígida e unilateral.
O
professor era muito respeitado, sendo a autoridade máxima dentro da sala de
aula.
Antigamente
o ensino não contava com recursos áudio-visuais
e não havia praticamente debates
entre grupos ou individuais..
O
professor liderava a apresentação dos conteúdos das disciplinas.
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